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Monday, 7 June 2010

Comunicação e práticas sociais no espaço urbano: as características dos

Este artigo de André Lemos, Professor associado da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia– Brasil, descreve algumas características dos telemóveis, definidos no mesmo como “Dispositivos Híbridos Móveis de Conexão Multi-rede”.

Num momento em que tanto se fala de convergência das tecnologias, André Lemos refere que “o telefone celular é a ferramenta mais importante de convergência mediática hoje”. Actualmente, os telemóveis permitem executar variadas funções ao mesmo tempo. Estes dispositivos móveis permitem ao seu utilizador conversar, produzir informação (texto, imagens e sons), conectar-se à Internet, entre outras funcionalidades. Todavia, estes equipamentos instituem uma socialização efémera, ou seja, a comunicação é fugaz.

Zygmunt Bauman, sociólogo polaco, estuda este tipo de relacionamento e, principalmente, a sociedade contemporânea designando-a como a Era da Incerteza, marcada pelo conceito de Liquidez. Desta forma, as mudanças sociais são mais rápidas, pelo que as estruturas sociais não têm tempo de “solidificar”. Assim sendo, os indivíduos têm que encontrar novas referências, adaptando-se a tempos de incerteza e mudanças constantes.

Ao que habitualmente chamamos de telemóvel é um “Dispositivo (um artefacto, uma tecnologia de comunicação); Híbrido, já que congrega funções de telefone, computador, máquina fotográfica, câmara de vídeo, processador de texto, GPS, entre outras; Móvel, isto é, portátil e conectado em mobilidade funcionando por redes sem fio digitais, ou seja, de Conexão; e Multi-redes, já que pode empregar diversas redes, como: Bluetooth e infravermelho, para conexões de curto alcance entre outros dispositivos; celular, para as diversas possibilidades de troca de informações; internet (Wi-Fi ou Wi-Max) e redes de satélites para uso como dispositivo GPS”.

O telemóvel também permite criar formas de apropriação do espaço público. Desta forma, o projeto “Mobotag. Connecting your city with mobile tags”, por exemplo, permite que, por envio de e-mail, qualquer pessoa possa anexar informação a um espaço urbano. Ou seja, qualquer pessoa pode fazer anotações electrónicas, que consistem no mapeando do território, produzindo e disponibilizando informações sobre um lugar.

Em suma, cada fotografia, SMS ou vídeo produzidos em aparelhos móveis criam uma temporalidade curta de contacto social. Ou seja, tecnologias móveis e sem fios estimulam novos e velhos rituais sociais: troca de informações, cooperação entre os indivíduos, reforço da coesão e práticas comuns sociais.

Para mais informações:

http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/andrelemos/DHMCM.pdf

Tuesday, 6 April 2010

"Dreams that never came true and realities we never dreamed of"















Arts of mediation foi o título dado ao conjunto de conferências realizadas na Universidade Católica no campus de Lisboa, entre os dias 17 e 19 de Março. As conferências de âmbito internacional foram organizadas pelo CECC (Centro de Estudos de Comunicação e Cultura), permitindo aos seus alunos e visitantes uma perspectiva mais alargada das ciências da comunicação.
Carla Ganito, professora da instituição, abordou na sua conferência conceitos muito conhecidos na comunicação e relacionou-os com uma das tecnologias mais populares do nosso dia a dia.
Em The Mobile Phone as a Tecnology of Premediation, a conferencista referiu o conceito de remediação, termo popularizado nos anos 90 por Jay David Bolter e Richard Grusin, e o de premediação, conceito baseada na remediação.
Segundo os autores, a remediação é uma característica dos novos media, uma vez que estes transformam os conteúdos e formatos dos media mais antigos. Assim, os utilizadores acabam por ter tudo concentrado num só aparelho, é a ideia de all-in-one device.
Hoje em dia o telemóvel não é apenas um aparelho electrónico para receber chamadas e enviar mensagens, a partir dele podemos aceder à internet, consultar e-mails, utilizar como guia de viagem, como leitor de música, entre tantas outras funcionalidades - é como um canivete suiço, de dimensões reduzidas mas com uma infinidade de soluções.
Actualmente, é o telemóvel que possui o controle. É cada vez mais difícil ser avesso às tecnologias. Se não possuirmos um telemóvel perdemos um importante ponto de contacto com os outros, uma vez que este é característico da sociedade em rede, permite-nos estar conectados com tudo e a todo o momento.
Carla Ganito referiu um exemplo específico de um telemóvel que entre todas as funcionalidades já imaginadas, permite a projecção de apresentações e filmes e a tradução de voz.
Cada vez mais os dispositivos electrónicos se vão adaptando às exigências do mercado, sendo inventadas utilizações nunca antes sonhadas. E ainda está muito para vir.

Carolina Ramos

Monday, 1 March 2010

Aula 5 (24.2.2010) - Uma Sociedade em Rede, Móvel – Turma 2

Uma Sociedade em Rede requer uma taxa de penetração das TIC acima de 50%, assim sabendo que 67% da população utiliza o telemóvel, podemos concluir que vivemos numa Sociedade em Rede.
O telemóvel tem evoluído muito, actualmente é um aparelho versátil que está a substituir os telefones fixos, devido aos seus baixos preços e aos cartões pré-pagos. A taxa de penetração do telemóvel varia consoante o desenvolvimento de um país.
Nos EUA a inexistência de um sistema padrão torna as comunicações caras entre operadoras o que levou a uma adopção tardia. Na Ásia - Pacífico a taxa de penetração está a abrandar, é utilizado para aceder à internet e envio intensivo de e-mails. Na Europa a adopção de um sistema padrão, o GSM, permitiu a generalização do telemóvel. Portugal tem uma taxa de penetração de 146,2%, as chamadas é o serviço mais utilizado.
A nível mais particular, segundo Castells, o uso e a difusão do telemóvel varia consoante a idade, o género, a classe social, etnia, raça e cultura. Isto significa que a diferenciação social da tecnologia reproduz a diferenciação social da sociedade. Quanto à penetração os factores que determinam a sua diferenciação são económicos, geográficos, industriais, políticos, sócio-culturais.
O telemóvel veio revolucionar o quotidiano das sociedades, tanto a nível das práticas sociais; das quotidianas, maior controlo das acções; de sociabilidade, estamos sempre ligados; segurança, a presença do telemóvel é sinónimo de segurança; identidade e expressão, cada telemóvel está personalizado de acordo com o perfil do seu portador, e por fim os novos perigos fruto do uso do telemóvel.
Nasce assim uma sociedade móvel, apresenta-se com grande poder de comunicação e criação de redes sociais, nenhuma igual. Sobre este tipo de sociedade Castells afirma que o tipo de comunicação realizada difere de acordo com a cultura de cada sociedade. Sendo que as pessoas é que transformam as comunicações, ideia que vai contra a de McLuhan que nos diz que as tecnologias é que nos moldam. Qual será a ideia mais correcta?


Filipa Serralha, 130308048