Saturday, 17 April 2010

“Arts of Mediation” – Diana Gonçalves: “Imaging Literature: Foer's Extremely Loud and Incredibly Close and the Remediation of 9/11” (18 de Março)

Entre os dias 17, 18 e 19 de Março decorreu o ciclo de conferências sobre Arts of Mediation na Universidade Católica Portuguesa. Durante três dias foram abordadas diferentes temáticas relacionadas com a mediação, apresentadas por professores e teóricos nacionais e internacionais. Destaco o tema LITERATURE AS MEDIATION, nomeadamente a apresentação de Diana Gonçalves intitulada "Imaging Literature: Foer's Extremely Loud and Incredibly Close and the Remediation of 9/11".

O ciclo começou às 11h30, no auditório 1, com a exposição do romance Extremely Loud and Incredibly Close, do escritor americano Jonathan Safran Foer, como exemplo de mediação literária no contexto do 11 de Setembro de 2001.


O livro foi publicado em 2005 e rapidamente se tornou no "New York Times bestseller", exactamente por desafiar as limitações técnicas do romance tradicional. O personagem principal e narrador da história é um rapaz de 9 anos, Oscar Schell, que descobre uma chave que pertencia ao pai, que foi vítima da catástrofe do 11 de Setembro.
Para Foer, o 11 de Setembro foi sobretudo uma experiência visual como consequência das imagens trágicas que passaram na televisão durante meses. Por isso, incorpora esse elemento de saturação dos media no romance, intercalando imagens e um tipografia incomum na narrativa (espaços e páginas em branco).
Outra característica que contribui para o sucesso do livro foi o facto de ter sido um dos primeiros trabalhos americanos cujo principal assunto é o 11 de Setembro. O romance explora ainda questões como a sobrevivência, o luto e o sentido da morte, através das dicotonomias humor e tragédia, invenção e destruíção, vida e morte.
Para ilustrar esta notícia, deixo um link para os mais curiosos e um incentivo para uma futura leitura da obra em questão: http://www.youtube.com/watch?v=zBkvw6LGxSo.
Maria Oliva, nº 130307135

Thursday, 15 April 2010

Mediação na católica

Mais de uma dezena de investigadores em mediação estiveram presentes na Conferência Arts of Mediation, organizada pelo Centro de Estudos de Comunicação e Cultura da Universidade Católica Portuguesa. As conferências decorreram no campus de Lisboa, nos dias 17, 18 e 19 de Março.
Além de nomes como Richard Grussin, Carla Ganito, professora da casa, foi uma das responsáveis pela conferência e partilhou as suas ideias relativas ao telemóvel como uma tecnologia de Premediação. Explicou que o telefone móvel do nosso quotidiano é bastante sofisticado e disponibiliza-nos as mais variadas funções, é uma espécie de canivete suíço. Se no inicio do aparecimento do telemóvel este apenas servia para telefonar, agora também podemos enviar SMS (Short Message Service), serviço impulsionado por jovens escandinavos que queriam enviar pequenas mensagens de texto.


Imprescindível na actual sociedade em rede, os serviços do telemóvel estão um pouco divididos por grupos, por exemplo as SMS têm muito sucesso entre os jovens, já o serviço de vídeo chamadas, mais recente, é um sucesso a nível profissional uma vez que permite a realização de pequenas reuniões.

Filipa Serralha, 130308048, turma 2

Friday, 9 April 2010

"Arts of Mediation" - Michael Schudson


No âmbito do ciclo de conferências que se realizaram na Faculdade de Ciências Humanas durante os dias 17, 18 e 19 sob o título “Arts of mediation”, venho por este meio destacar a conferência realizada pelo professor Michael Schudson, intitulada “News as a Blurred Genre: The Contemporary Transformation of Journalism”.

Segundo o professor, o jornalismo sofreu diversas alterações aquando da passagem para o mundo digital, que com o avanço da tecnologia acabou por se tornar num acontecimento inevitável. É nesta base que baseia a sua teoria e para ele a internet veio possibilitar a publicação constante de notícias por parte dos jornalistas e por sua vez o acesso à informação por parte das pessoas. Consequentemente, passou a existir um novo fenómeno no jornalismo, a possibilidade de haver uma interacção das pessoas para com as notícias publicadas. Os blogs e os espaços de comentário nos sites informativos possibilitam a cada um de nós ser um jornalista amador, pois é possível publicar acontecimentos, ou simplesmente comentar algo.

Este novo fenómeno não confere à pessoa o título de jornalista, nem sequer qualquer credibilidade, apenas a possibilidade de interagir nesta aldeia cada vez mais global. Segundo Michael Schudson, o facto das pessoas interagirem no mundo noticioso, acaba por ser um complemento ao fenómeno jornalistico, pois muitas vezes as notícias são desenvolvidas devido ao contributo de pessoas que presenciaram esses acontecimentos em primeira mão. Um exemplo bem recente foi a aterragem do avião comercial no rio Hudson, nos EUA.

Aula 5 (24-02-2010) Sociedade móvel – Continuação

Segundo Castells, a “tecnologia segue diferentes caminhos de difusão de acordo com a idade, género, classe social, raça e cultura e é levada em conta por parte das pessoas dependendo dos seus valores e necessidades”, e é nesta base que temos de pensar nas mudanças que este meio tecnológico, o telemóvel, inseriu na nossa sociedade. Esta nova tecnologia veio em certa medida alterar as práticas sociais de todos os indíviduos inseridos na nossa sociedade. A quem é que já não aconteceu sair de casa e esquecer-se do telemóvel e dar por si a pensar que se sente incompleto? O telemóvel passou, de facto, a ser visto como uma ferramenta essencial para se “viver melhor” e levou a uma mudança social e das práticas quotidianas. Desde que temos telemóvel, é mais díficil perceber se estamos em público ou em privado, e, por conseguinte, também passou a haver uma redefinição do tempo e espaço em que nos encontramos, pois o estar longe de alguém hoje em dia não é estar assim tão longe. A tecnologia móvel, permite-nos estar em permanente contacto com todas as pessoas, gerir tarefas do quotidiano, permanente contacto das redes sociais em que nos inserimos, entre outros. O telemóvel é visto igualmente como um meio que nos dá segurança, pois se acontecer alguma coisa, sabemos que através deste podemos entrar em contacto com qualquer pessoa. O facto de ter várias ferramentas, como jogos, internet, sms’s, é visto como um “canivete suíço”, ou seja, para além de ser cada vez mais completo, pode servir igualmente de companhia a quem se sinta ou esteja mesmo sozinho. Com a evolução tecnológica, este é tomado como uma extensão do indívudo e o facto de escolhermos telemoveis mais caros ou estéticamente diferentes, acaba por nos definir enquanto pessoa. Como em qualquer tecnologia, desta advêm igualmente certos perigos para a sociedade, pois tal como referi anteriormente, se este meio tecnologico tiver um uso abusivo, pode criar habituação ou vicio, pode ter um uso desapropriedado, como por exemplo conduzir e utilizar o telemóvel em simultâneo e descuidar a atenção prestada à condução, ou o facto de cada vez mais se utilizar o telemóvel para filmar os filmes no cinema, o que leva a um declínio do consumo cinematográfico presencial. Podemos desta forma afirmar, que nos encontramos numa sociedade móvel onde apesar de estarmos sempre ligados com outras pessoas nos é possivel manter a liberdade e autonomia. O telemóvel, juntamente com a internet são vistos como uma grande invenção tecnológica do século XX, mas o primeiro permite-nos ter mais mobilidade. Aliás, a internet acabou por se adaptar ao telemóvel e não o inverso.
Pessoalmente, resta-me corroborar com o facto do telemovel ter passado a ser uma parte fundamental na vida de cada indíviduo, uma vez que acaba por ajudá-lo em praticamente todos os aspectos inerentes à sua vida em sociedade.

(Desculpem o atraso no post, mas tive alguns problemas em aceder ao blog)

João Bentinho 130305100 turma 1

Thursday, 8 April 2010

The Mobile Phone as a Tecnology of Premediation (Turma 2)

No passado dia 17 de Março, realizou-se na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, dentro do ciclo de conferências Arts of Mediation, uma conferência sobre a importância do telemóvel enquanto uma tecnologia de premediação. A Conferência intitulada de The Mobile Phone as a Tecnology of Premediation, apresentada pela Professora Carla Ganito, pretendia utilizar o telemóvel como ponte de relação com a Teoria de Richard Gruning, questionando de que forma é que o telemóvel envolve a premediação, e quais as características que lhe deram tamanha importância.
O telemóvel representa, hoje, uma grande parte do nosso quotidiano, devido à sua “natureza tipo canivete suíço”. Primeiro, tende a completar uma das principais necessidades da natureza humana, a comunicação. E segundo, coloca ao nosso dispor as mais variadas ferramentas, desde a câmara fotográfica à calculadora, da ligação à Internet à agenda. Cada uma dessas tecnologias tem usos distintos nas diferentes situações, e é imprevisível. Isto, uma vez que cada uma delas têm as suas próprias identidades, dependendo de quem as utiliza, e da relação que se estabelece entre a tecnologia, o utilizador e o contexto.
Outro factor importante, diz Carla Ganito, é o de que a nossa relação com o telemóvel é também emocional, o que tem um efeito profundo no nosso contexto. Podemos com ele reconfigurar o nosso espaço, e criar barreiras. Controlamos a informação que nos chega, e criando “portais”, uma vez que este se encontra dentro da rede tecnológica.
Como exemplo do sucesso do telemóvel, Carga Ganito mencionou o grande impacto que tiveram as mensagens SMS, que não eram para ser uma característica principal do aparelho. Segundo Ganito, isto deve-se à sua natureza não-intrusiva, pois “escolhemos o que mostrar e o que esconder”. É silenciosa, fácil para se dizer algo difícil, podemos ponderar, escolher como e quando responder. Aliás, a nossa comunicação oral tem-se visto constrangida pelo uso dos SMS.
Já a videoconferência, que faz parte do nosso imaginário, apareceu em filmes, livros e outros meios, muito antes de se ter tornado uma realidade, nos anos 30, pela mão da americana AT&T. No entanto, as pessoas não se sentiram confortáveis em serem vistas, o que a levou a ter sucesso apenas no mundo dos negócios.
O Ser Humano tem, assim, tentado proliferar o mundo com os media, num paradoxo constante entre o nosso sonho de media e tecnologia, e a tentativa de transmitir o maior número de realidade possível. Com isto já nada nos surpreende, temos o Google Earth, temos GPS, temos telemóvel.


Ana Sabino, Nº130307145, Turma 2

Tuesday, 6 April 2010

"Dreams that never came true and realities we never dreamed of"















Arts of mediation foi o título dado ao conjunto de conferências realizadas na Universidade Católica no campus de Lisboa, entre os dias 17 e 19 de Março. As conferências de âmbito internacional foram organizadas pelo CECC (Centro de Estudos de Comunicação e Cultura), permitindo aos seus alunos e visitantes uma perspectiva mais alargada das ciências da comunicação.
Carla Ganito, professora da instituição, abordou na sua conferência conceitos muito conhecidos na comunicação e relacionou-os com uma das tecnologias mais populares do nosso dia a dia.
Em The Mobile Phone as a Tecnology of Premediation, a conferencista referiu o conceito de remediação, termo popularizado nos anos 90 por Jay David Bolter e Richard Grusin, e o de premediação, conceito baseada na remediação.
Segundo os autores, a remediação é uma característica dos novos media, uma vez que estes transformam os conteúdos e formatos dos media mais antigos. Assim, os utilizadores acabam por ter tudo concentrado num só aparelho, é a ideia de all-in-one device.
Hoje em dia o telemóvel não é apenas um aparelho electrónico para receber chamadas e enviar mensagens, a partir dele podemos aceder à internet, consultar e-mails, utilizar como guia de viagem, como leitor de música, entre tantas outras funcionalidades - é como um canivete suiço, de dimensões reduzidas mas com uma infinidade de soluções.
Actualmente, é o telemóvel que possui o controle. É cada vez mais difícil ser avesso às tecnologias. Se não possuirmos um telemóvel perdemos um importante ponto de contacto com os outros, uma vez que este é característico da sociedade em rede, permite-nos estar conectados com tudo e a todo o momento.
Carla Ganito referiu um exemplo específico de um telemóvel que entre todas as funcionalidades já imaginadas, permite a projecção de apresentações e filmes e a tradução de voz.
Cada vez mais os dispositivos electrónicos se vão adaptando às exigências do mercado, sendo inventadas utilizações nunca antes sonhadas. E ainda está muito para vir.

Carolina Ramos

Monday, 5 April 2010

Web 2.0. User Generated Mediation


Entre o dia 17 e 19 de Março, na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa em Lisboa, realizaram-se um conjunto de conferências intituladas The Arts of mediation. Neste âmbito, no dia 18 de Março às 11h.30m o professor Gonçalo Silva, docente na faculdade de Ciências Humanas, abordou, dentro do tema The social Use of Technology, a questão: Web 2.0. User Generated Mediation.

O Professor desenvolveu um tema bastante presente nos dias de hoje - a importâncias das TIC, nomeadamente da Web 2.0, na nossa Sociedade, Sociedade em Rede. Abordando as possibilidades que a plataforma Web 2.0 permite na resolução de conflitos ao nível social; alternative dispute resolution, definição que surge do conceito Online dispute resolution, dividido em três dimensões: negociação, mediação e arbitrariedade.
Devemos consciencializar-nos de que resolver conflitos, assuntos jurídicos ou assuntos institucionais através de plataformas digitais, é uma possibilidade que advém dos recentes progressos das TIC, potenciados pela evolução da Internet. O conceito, Online dispute Resolution, é uma solução mais viável economicamente, processa-se de uma forma mais rápida e satisfaz mais o consumidor. Desta forma, a essência da Web inteligente facilita e simplifica a vida de cada indivíduo em Sociedade.