Tuesday, 30 March 2010

Aula 24.03.10 - A Internet e a Campanha de Obama


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Manuel Castells, em 'Yes We Can!' The Obama Presidential Primary Campaign, conduz o leitor a uma reflexão sobre a importância que os novos media - particularmente a Internet - tiveram na campanha presidencial de Barack Obama. Para além de demonstrar o impacto que a comunicação digital pode ter no mundo político, Castells ainda evidencia inúmeros exemplos de como a estratégia de mobilização do actual Presidente dos Estados Unidos alcançou sucesso.


A Internet foi um factor chave, possibilitou de uma forma simples e fácil receber donativos individuais, mobilizou a população mais jovem para a actualidade política do país através de uma interacção das redes sociais; contando com o apoio da pop culture que reforçava ainda mais a sua ligação à cultura jovem.
[NB: A informação veiculada na Internet é também propicia a rumores que podem corromper credibilidades. Ver From Media Politics to Scandal Politics (p.397)]

Para além da riqueza em dados estatísticos, o texto em questão remete-nos para conceitos dados em aula de carácter essencial para o estudo da comunicação digital. A Sociedade em Rede é de fácil compreensão se pensarmos como toda a campanha presidencial dos Estados Unidos correu o mundo, remetendo-nos assim para o facto da comunicação em rede ser muito mais rápida e para a actual redefinição de identidades - somos cidadãos do mundo. A combinação e articulação de vários formatos e conteúdos mediáticos, a chamada Convergência está presente, por exemplo no vídeo online produzido por will.i.am que articula o discurso de Barack Obama (texto), áudio e vídeo. Podemos mesmo referir a existência de Interacção entre os media, na mediada em que debates, entrevistas, discursos televisivos circulavam no meio online - YouTube, Facebook, MySpace - de forma complementar. Assim, conteúdos já mediados pela televisão encontram, pois, nos novos media a Remediação. E toda esta Articulação em Rede (links, tags, texto, áudio, vídeos) difundia-se em redes sociais, blogs, mobilizando, assim, toda a comunidade.

Recomendando a leitura integral do texto, termino esta breve exposição, recorrendo à conhecida expressão de McLuhan: O meio é a mensagem. Em oposição, Castells afirma que a mensagem se sobrepõe ao meio, que a tecnologia não determina o conteúdo mas sim possibilita fluxos de comunicação que determinam significados culturais. Agora vejamos, the core of Obama's campaign message: hope, coupled with change (Castells, 383). Foi através do seu discurso, da mensagem que comunicava que venceu as eleições presidenciais contra todas as expectativas - um negro que procurava uma política de verdade - mostrando talvez um novo caminho para relação entre comunicação e poder. A tecnologia, a Internet, moldou-se à mensagem, suplantando o significado de mudança. A questão que deixo em aberto é: teria tudo isto sido possível sem a Internet? Sim? Não? Talvez? Ou ainda, teria sido possível sem a mensagem?
Joana Almeida - T1
130307007

Arts of mediation - Meaning(s) and Mediation. [T2]

A Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Católica Portuguesa, organizou o programa Arts of Mediations, que consistiu na execução de vários seminários sobre o tema que o título deixa transparecer: a mediação.
Este programa realizou-se durante três dias consecutivos - 17, 18, 19 de Março e tal como solicitado, assisti ao seminário Meaning(s) and Mediation, durante o qual prestei especial atenção ao discurso da professora Carla Ganito - The Mobile Phone as Technology of Premediation.
Este discurso, retratou o telemóvel como uma tecnologia de premediação que cria um social bound, representanto uma espécie de canivete suíço sem o qual nos sentimos perdidos. ( exemplo do telemóvel W508 - telemóvel fictício que serviria todas as nossas necessidades). Tal como Castells concluíu, o telemóvel é um indicador da sociedade em rede, cujo uso estabelece um nó na sociedade, um nó que pode criar ou recriar novas redes dependendo da forma como utilizamos a tecnologia em questão. Esta é utilizada como um instrumento de segurança, dado que nos permite uma permanente ligação a tudo, oferecendo uma interacção em que o uso ultrapassa o contexto.
Através desta palestra pude concluir que, tal como Humberto Eco e a professora Carla Ganito constatam, as tecnologias possuem diferentes usos que não podem ser previstos. Estes dependem dos seus usuários, que actualmente tendem a assumir cada vez mais um papel de prosumers, um papel que explica o porquê da ineficácia das video-conferências e em contrapartida o sucesso das mensagens escritas.

Monday, 29 March 2010

Imaging Literature: Foer’s Extremely Lound and Incredibly Close and the Remediation of 9/11


No decorrer do ciclo de conferências realizado sob o título “Arts of Mediation” (Artes da mediação), pude assistir a uma que considerei particularmente interessante e que se integrava no subtema “Literature as Mediation” (Literatura como mediação). Intitulada “Imaging Literature: Foer’s Extremely Lound and Incredibly Close and the Remediation of 9/11”, partia de uma análise do romance “Extremely Loud and Incredibly Close”, do autor americano Jonathan Safran Foer, como base para falar de noções de mediação e remediação.
Esta obra de 2005, apresentada como um romance acerca de perda e de dor, tem como narrador principal uma criança de nove anos de idade, Oskar Schell, que perdeu o pai no 11 de Setembro de 2001. A tragédia nas torres gémeas assume assim um papel central na história, embora seja raramente mencionada. Existem mais dois narradores paralelos, os avós de Oskar, que contam a história das suas vidas na forma de cartas dirigidas tanto ao neto como ao seu pai. Presente nos seus discursos, tal como no discurso de Oskar, surge o sentimento de devastação perante um acontecimento traumático do passado, que no seu caso se trata do bombardeamento da cidade de Dresden, na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial.
Considerado por muitos um produto da nova era da informação, Foer é um autor que se integra no movimento do pós modernismo contemporâneo, sendo este seu livro um exemplo de um novo conceito de “escrita visual”. Esta dimensão visual que é acrescentada à escrita é caracterizada por uma “sensibilidade multimédia” e concretiza-se numa abundância de parafernália tipográfica, de que são exemplo: diferentes tipos de letra; páginas em branco, simbolizando a impossibilidade de articulação; a abundância de imagens, que se relacionam com ideias e temas singulares, assim como emoções e perspectivas a que já foram feitas alusões anteriormente ( A certa altura, Oskar encontra uma imagem de homens a cair das torres, uma imagem alterada, a que associa a imagem da possível morte que seu pai terá tido.)Partindo da premissa de que toda e qualquer mediação é remediação (isto é, uma dupla mediação, na medida em que se trata da representação de um meio por outro), este romance assume-se ele próprio como uma remediação de como o evento do 11 de Setembro foi coberto pelos media e do impacto que teve nas pessoas. A epítome reside na ideia de que o impacto de uma catástrofe depende de como as pessoas têm acesso a ela. Apesar da abundância de informação nos media, ninguém saberá ao certo o que aconteceu na realidade, pelo que a sua percepção será sempre fragmentária. Mesmo as imagens, que por vezes temos a tentação de assumir como sendo a própria realidade, são apenas uma representação daquela, uma dimensão construída, uma vez que a simples escolha do que mostrar e do que deixar de fora já pressupõe uma interpretação individual.

Friday, 26 March 2010

David Wellberry – Kafka’s wish, On the Art of Interpretation


Uma das palestras do ciclo de conferências “Arts of Mediation” foi dada por David Wellberry cujo tema era a interpretação de um texto de Kafka – “Kafka’s wish – A wish to become an Indian". Este foi publicado pela primeira vez em 1912, num capítulo dedicado à meditação, contemplação. Neste texto o autor expressa a vontade de se tornar um índio, o que é revelador de uma oposição aos europeus (fuga ao domínio e hegemonia europeia) e de uma vontade de reaproximação à natureza. É claro o desejo de desaparecer de si próprio e de atingir um sonho.


Toda a experiência da transformação em índio, segundo a interpretação de Wellberry, resulta não na transformação de algo neste mundo mas sim na sua total alteração (ideia de transformação do mundo pela arte). Encontramos ainda nesta primeira parte uma constante preocupação em expor a experiência pessoal negativa da imaginação (exploração lógica da fantasia).


Numa outra fase vemos a vontade de um outro tipo de transformação. O desejo de se tornar um índio altera-se, dando lugar a uma ideia de metamorfose, uma transformação em centauro, através do abandono das esporas, das rédeas, até o desaparecimento do pescoço e cabeça de cavalo, substituídos pela cabeça e tronco humano. Esta metamorfose não é uma fuga e distanciamento da primeira fantasia mas sim o abandono das características afastadas da natureza. Não ver apenas através do olho humano mas sim experienciar, viver, reaproximar-se das origens e da natureza.


A maior mensagem presente neste texto é o desejo de uma outra vida, menos opressiva, longe das imposições da sociedade. Existe assim o desejo de uma fuga e um escape desta vida na sociedade moderna, o que acaba por estar projectado numa ideia utopiana de liberdade associada à natureza.

Arts of Mediation com a Mestre Patrícia Dias



Decorreu entre os dias 16 e 19 de Março de 2010 o Ciclo de Conferências intitulado Arts of Mediation, organizado pelo Centro de Estudos de Comunicação e Cultura, na Universidade Católica Portuguesa.


No dia 18 de Março, pelas 11h30, deu-se, na sala Sony, uma sessão presidida por Martin Zierold sobre O Uso Social da Tecnologia (The Social Use of Technology).


Dos três temas abordados na sessão, o que mais despertou a atenção foi o estudo The New Media and the Mediation of Corporate Visual Identity: A Portuguese Case Study, da Mestre Patrícia Dias.


O seu estudo aborda a recente tendência de renovação da imagem e identidade corporativa das grandes empresas portuguesas.


Patrícia Dias aplica o conceito de McLuhan relativamente aos media Hot and Coll aos logotipos de diversas empresas, como por exemplo os CTT, a TMN e a EDP. Chegando à conclusão que a maioria delas preferia os seus logotipos Coll, quer seja pela eliminação de muitos pormenores como pela utilização de cores que causem alguma intriga quando visualizados.


Assim sendo, a adequação da temperatura favorece uma comunicação de sucesso.


Marshall McLuhan desenvolve a sua teoria, essencialmente, na década de 70 e refere-se a uma nova era histórica, a Era Electrónica, marcada pela criação e desenvolvimento do telégrafo e associada a um desenvolvimento dos sentidos como o tacto, a audição e a visão.


Deste modo, McLuhan refere-se aos media dominantes como coll, pois estimulam a instantaneidade, a espontaneidade, a intuição e a emoção. Além disso, o autor aborda a ideia de aldeia global que, graças a esta aproximação e espontaneidade das relações humanas, facilita as comunicações e faz com que todos estejam constantemente informados.

O uso social da tecnologia - mediação gerada pelo utilizador


No passado dia 18 de Março, realizou-se a conferência The Social Use of Technology, tendo como orador o Professor Gonçalo Silva, docente da UCP - Faculdade de Ciências Humanas, abordando incisivamente a mediação gerada pelos utilizadores das plataformas digitais na resolução de situações de conflicto, como alternativa válida aos tradicionais métodos e instituições de mediação, que necessariamente envolvem a intervenção de elementos exteriores ao processo de negociação. Esta conferência inseriu-se no cômputo geral do evento conferencial Arts of Mediation, que teve lugar entre os dias 17 e 19 de Março nos espaços da Universidade Católica Portuguesa.

A era da Web 2.0 veio proporcionar novas possibilidades de mediação em situações de disputa e conflictos, excluindo a necessidade existir uma terceira entidade exterior que supervisione ou medeie o desenrolar do processo, conferindo então maior relevância ao papel do utilizador no meio digital e ás novas tecnologias. Este facto levou a que, segundo o Prof. Gonçalo Silva, se verificasse um certo empowering dos próprios utilizadores das plataformas digitais.

Como tal, esta deslocação do meio onde se procede à mediação dos processos de resolução de disputas veio proporcionar uma nova forma de interacção social e uma deslocação dos processos de mediação dos tradicionais tribunais e instituições para novas plataformas digitalmente interligadas, presentes no universo da Web 2.0.

Esta resolução online de conflictos e disputas traz como principais vantagens a sua rapidez, viabilidade económica e satisfação mais directa dos interesses dos intervenientes, pois não requer qualquer presença de uma terceira entidade mediadora, que detém inevitavelmente um certo carácter de exterioridade em relação ao processo de negociação.

Assim, a mediação de conflictos e disputas poderá no futuro ser cada vez mais gerada pelos utilizadores das plataformas e meios digitais, assistindo-se já actualmente à formação de novos moldes de uma justiça social como alternativa às estruturas convencionais.

O carácter acessível e participativo da Web poderá ser um enorme impulsionador destes novos ditames de negociação e mediação, que só o futuro nos esclarecerá acerca da sua sustentabilidade e utilidade.

«Arts of Mediation» sobre a Violência Cultural

No dia 17 de Março de 2010, tivemos na UCP mais uma vez como oradora convidada Ana Bela Ramos Morais, da FLUL, com o tema da sua tese de doutoramento: Representations of the Hero and of the American stereoptypes in Contemporary Cinema.

A intervenção focou-se na questão da violência no cinema, e para esta análise a oradora apoiou-se em casos concretos de filmes como American Beauty (1999), Dogville (2003) e A History of Violence (2005), cujos enredos reflectem sobre a cultura norte-americana enquanto metáfora para fachadas encantadoras recheadas de interiores negros.

Adicionalmente, e visto que o cinema é um meio de comunicação social que permite um maior e melhor conhecimento de nós mesmos, Sam Mendes, Lars von Trier e David Cronenberg, mostram nas suas obras cinematográficas como a ausência de comunicação pode afectar a representação do herói americano no cinema, chegando mesmo a confundi-lo com o antagonista. Frequentemente, os filmes que mais profundamente analisam a sociedade americana não são realizados por cineastas americanos, como é o caso dos já acima referidos em que é demonstrada a tendência para a americanização cultural - observada um pouco por todo o mundo desde a Segunda Guerra Mundial.

Finalmente, é possível afirmar que os meios de comunicação social e cultural são veículos (por excelência) da violência potencial na representação dos estereótipos culturais americanos, embora o cinema e as séries televisivas tenham o papel de protagonista na transmissão dessa mesma violência cultural.

Thursday, 25 March 2010

Jonathat Safran Foer- "Extremely Loud & Incredibly Close"

Enredo desta obra centra-se em Oskar Schell, no sei pai falecido no ataque às torres gémeas e nos seus avós sobreviventes do holocausto. A catástrofe que aconteceu no World Trade centre foi algo que foi experienciado e vivido não apenas por quem estava presente no local na altura, mas por todas as pessoas do mundo, através de imagens ou narrações.

Nesta obra o autor usa varias imagens para fazer com que toda a história se aproxime mais com a realidade. Um marco para o autor foi sem duvida a perda do pai neste acontecimento, sendo assim na obra a ideia de trauma, perda e abandono encontra-se presente na história para simbolizar esse facto. Encontra-se ao longo do livro páginas vazias e páginas totalmente pretas, a razão pela qual o autor introduzio estes dois elementos está relacionado com a sua incapacidade de se exprimir e em ultrapassar o acontecimento que o atingiu, colocando assim páginas vazias. Quanto ás páginas todas em preto significa a a quantidade de informação que tem para exprimir e partilhar que a tinta usada pela sua escrita acaba por se sobrepor de tal maneira que cria a ilusão de uma página completamente preta.
Oskar conta a história ao contrário tentando assim reinventar o tempo, voltando para trás antes do 11 de Setembro. O impacto que tem depende de pessoa para pessoa, pois a forma como estas assimilam a informação e a forma como foi criada é sempre diferente. Neste caso, as imagens são essenciais para o autor causar o impacto desejado nos leitores. Com um evento desta natureza o lado visual é bastante importante para que criem imagens nas suas mentes correspondentes com a realidade e sejam confrontados de uma forma forte e verdadeira. O livro apresenta-se como uma reinterpretação do acontecimento do ataque ao World Trade Centre e o seu impacto. As palavras são imagens e a leitura é uma experiência do evento, possibilita reviver o que aconteceu nessa altura de terror.



Luís Miguel Fevereiro 130308114

Diana Gonçalves e a obra de Foer

Diana Gonçalves, membro do Centro de Estudos de Comunicação e Cultura da Universidade Católica Portuguesa, esteve presente na conferência "Literature as Mediation" na qual centrou o seu discurso no tema Imaging Literature.

Tendo como referência um livro de Jonathan Foer, Extremely Loud and Incredibly Close, Diana mostrou a maneira que este autor usou para caracterizar e tratar de uma tragédia como o 11 de Setembro, recorrendo a imagens e outras formas de carácter visual para se exprimir.

A obra de Foer tem como principal narrador um menino de nove anos, Oskar, que perdeu o seu pai no 11 de Setembro. Mas o que pode parecer a história comum a qualquer romance não se aplica neste caso. Foer foi muito para além disso.

O autor quis exprimir a tragédia, a catástrofe, e considerou que a melhor maneira para o fazer seria o recurso a fotografias que conseguissem demonstrar a fragmentaridade da catástrofe. Foer recorre ainda ao uso de páginas em branco como forma de mostrar a sua incapacidade para se exprimir, assim como a vários outros elementos de carácter visual de maneira a melhor traduzir o evento.

Extremely Loud and Incredibly Close não é o típico romance que conta uma história. É muito mais do que isso. É o recurso a elementos visuais, a elementos de multimedia, para transmitir aos leitores sentimentos, emoções, e para que a história demonstrada no livro tenha um maior impacto do que se fosse apenas narrada.
“O melhor modelo jornalístico de sempre!”

Estará o jornalismo tradicional em vias de extinção? Irá o jornal em papel ser substituído pela sua visualização online? Seria, com certeza, uma catástrofe! Ou talvez não... Quem o afirma é Michael Shudson, professor na Universidade de Columbia, que esteve no passado dia 19 de Março na Universidade Católica Portuguesa, encerrando uma conferência com o tema “Arts of Mediation” onde deu uma palestra intitulada News as a Blurred Genre: The Contemporary Transformation of Journalism.

Nesta, o porfessor norte americano reflectiu sobre a problemática da capacidade de sobrevivência do jornalismo tradicional numa época onde predominam as tecnologias digitais e, essencialmente, a Internet. Contradizendo inúmeros pensadores que têm apontado a mesma como a maior ameaça ao jornalismo tradicional, Shudson afirma que nunca o jornalismo foi tão completo e beneficiado.

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A World Wide Web constituí-se como um ponto de viragem no mundo do jornalismo e possibilitou ainda o aparecimento e a vulgarização do jornalismo amador – outra das preocupações actuais de muitos pensadores. O amadorismo é visto por muitos como um novo tipo de jornalismo que põe em causa a credibilidade do jornalismo tradicional pela sua falta de rigor profissional. No entanto, Michel Shudson afirmou que os amadores funcionam como “co-workers” e permitem uma informação mais rápida, in loco e complementar.

Para Michel Shudson, o jornal em papel, bem como as bases tradicionais do jornalismo não vão desaparecer e o aparecimento da internet, apesar de ter consequências menos positivas como a diminuição das redacções, só veio contribuir para uma “reinvenção do jornalismo” com todos os benefícios tanto para o jornalismo tradicional, bem como para o jornalismo digital.

Shudson, terminou assim um ciclo de três dias de conferência, captando o interesse e atenção de um auditório heterogéneo com a sua visão optimista do panoramo actual do jornalismo.

Natacha Ribeiro nº 130308111

Links Relacionados:

http://www.youtube.com/watch?v=cqNNTdwJ2-4

http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=24232

Arts of Mediation com Michael Schudson

Nos dia 17 a 19 de Março ocorreram as conferências intituladas de "Arts of Mediation" na Universidade Católica Portuguesa. No último dia, um dos orados foi Michael Schudson, o qual procurou explicitar as mudanças sofridas no jornalismo devido à sua intergração no mundo digital.

Segundo, este ilustre professor, a internet veio facilitar a produção, distribuição e consumo de informação, tendo aqui os blogs um papel crucial na medida em que, através deles o público consegue interagir com a informação/notícia, o que conduz a um "novo" passo no jornalismo: o amadorismo. Hoje em dia, o jornalismo já não é tão simples pois, agora qualquer pessoa pode ser um "jornalista" na medida em que, há a diferenciação entre jornalismo profissional e jornalismo amador.

Mas Shudson vê o amadorismo com um complemento ao jornalismo profissional na medida em que, muitas vezes uma notícia só é desenvolvida porque o indivíduo X em estava no lugar Y com a sua câmara de filmar e, conseguiu captar a imagem, enviando de seguida para o media.

Wednesday, 24 March 2010

Arts of Mediation com Richard Grusin

Entre os dias 17 e 19 de março ocorreu na faculdade de Comunicação Social da Universidade Católica Portuguesa o seminário Arts of Mediation, cujo o objetivo principal era abordar questões relacionadas a comunicação, mediação e cultura.

A primeira palestra realizada foi com o professor e escritor Richard Grusin, da English at Wayne State University. Autor do livro Premediation: Affect and Mediality in America after 9/11, Grusin destacou que a media, mais precisamente a Internet, tem um papel cada vez mais importante na sociedade, servindo de premediação de eventos futuros.

Afirma que as redes sociais traz um sentimento de segurança para pessoas. Empresas vêem tem como objetivo criar um lugar para que aparente seguro para que as pessoas sintam-se confortáveis para expor suas credenciais. As transações em medias de rede, tais como Facebook, YouTube, SMS, são encorajadas pela intensificação e mobilização do sentimento de prazer entre as pessoas criando uma comunicação individualmente e coletivamente.

Sendo assim, a estratégia de premediação é utilizada para mobilizar indivíduos a se sentirem coletivos em uma sociedade de segurança. O que acaba por incentivar a interação e a comunicação na Web.

A premediação de Richard Grusin


Promovida pela Universidade Católica Portuguesa nos dias 17, 18 e 19 de março, a conferência "Arts of mediation" contou com a participação de diversos oradores de referência para abordar questões de comunicação digital e mediação. Na quarta-feira, dia 17, foi a vez do professor Richard Grusin, da English at Wayne State University, apresentar o seu novo livro "Premediation: Affect and Mediality in America after 9/11". Especialista em cultura digital e estudos de media, Grusin explicou de que maneira a Internet pode funcionar como ferramenta chave para “premediar” eventos futuros, incluindo problemas ambientais, mudanças climáticas e colapsos econômicos.

Estiveram em foco conceitos como sociedade em rede e o atual panorama da cultura mundial a partir das novas tecnologias. Nas palavras do palestrante, o que temos hoje "muito mais do que uma revolução tecnológica, é uma revolução antropológica". Grusin enfatizou que o uso cada vez maior de telemóveis, aliado ao advento das mídias sociais, como youtube, facebook e my space, foi responsável por uma grande mudança na história da sociedade. Além disso, destacou que o rápido acesso a páginas pessoais e a intensa interatividade fazem com que seja fácil de localizar pessoas através de mensagens, updates em redes socias e GPS, bem como antecipar possíveis ataques ou catástrofes.

Richard Grusin na Católica




No dia 17 de Março, Richard Grusin, professor na Wayne State University onde ensina diversos temas como os media, o cinema e estudos americanos, veio à Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa dar uma conferência sobre o seu novo livro “Premediation: Affect and Mediality After 9/11”

Tal como o nome indica o autor referiu-se à forma de como as pessoas podem “premediar” eventos futuros. Grusin fala desta “premediação” após a tragédia de 11 de Setembro de 2001. Pois foi apartir desta catástrofe que se deu uma grande mudança nas tecnologias.
Richard Grusin falou de quatro capítulos do seu livro: premediation and security; anticipatory gestures; media theoria e premediation and politics.

Afirma que somos cada vez mais dependentes das novas tecnologias, todavia afirma que estas podem ser um prevenção de eventos futuros tal como referi anteriormente. Daí o autor ter insistido na segurança, pois é com as tecnologias que podemos viver com mais segurança.
Foi um discurso interessante tendo em conta a nossa cadeira de Comunicação Digital, todavia houve alturas onde nos surgiu mais dificuldade em tirar notas devido à rápida leitura de Richard Grusin.

Tuesday, 23 March 2010

The Social Use of Technology

Nos dias 17, 18 e 19 de Abril, a Universidade Católica Portuguesa abriu as portas a um conjunto de conferências intituladas "Arts of Mediation", que contaram com a participação massiva de alunos e professores interessados no tema.

No dia 18, a sala Sony contou, então, com a presença do professor Gonçalo Silva que se debruçou sobre a importância do uso social da tecnologia para comprovar que pode vir a ser útil nas situações mais complexas da nossa vida.

Segundo o orador, a mediação consiste numa moderação por uma terceira pessoa num processo arbitrário. A tecnologia, enquanto elemento de mediação, existe, então, para facilitar o processo de negociação na resolução de problemas. “Online dispute resolutions” ajuda a encontrar soluções em todos os processos, à cooperação entre partes e conjuga os avanços tecnológicos com a componente legal necessária à resolução de conflitos. Com o recurso a plataformas tecnológicas, as duas partes envolvidas numa disputa não precisam duma terceira parte para resolver o problema, uma vez que estas permitem que as pessoas obtenham resultados socialmente justos.
Assim, podemos agrupar nas vantagens da resolução online dos conflitos a aceleração dos processos, a viabilidade económica, a satisfação dos clientes e a não necessária intervenção humana.

A tecnologia tem vindo a influenciar cada vez mais o nosso dia a dia, e permite a facilitação de vários processos. A WEB 2.0 veio facilitar o modo como vemos, estamos no mundo, compramos… cada individuo tem lugar na Web e usa-a consoante os seus objectivos. É acessível, todos podem participar, é de confiança (ou não), é útil e multifacetada.
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Na mesma hora, também as professoras Patrícia Dias e Susana Abrantes abordaram a temática "The Social Use of Technology", segundo prespectivas diferentes mas complementares.

Joana Jesus
N.130307004

News as a Blurred Genre: The Contemporary Transformation of Journalism, Michael Schudson

Foi na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa que, entre 17 e 19 de Março, decorreu a conferência The Arts of Mediation. Centrada fundamentalmente em questões actuais na área da comunicação e cultura, a conferência contou com a colaboração de diversos oradores de referência, terminando com a palestra de Michael Schudson. O professor norte-americano abordou as mudanças sofridas pelo jornalismo no contexto da sua migração para o digital, reestruturação económica e adaptação aos públicos da contemporaneidade, elucidando aspectos que se têm vindo a verificar desde o início do século XXI.


O aparecimento da Internet foi um marco revolucionário no percurso dos media. Múltiplos estudiosos previram o fim do jornalismo, afirmando que este seria substituído por uma nova era comunicacional e os seus gadgets multifuncionais. Segundo Schudson, a World Wide Web terá sido um ponto de viragem para o jornalismo tradicional, na medida em que facilitou o consumo e a produção de informação, alterando as possibilidades existentes até então: os conteúdos tornaram-se gratuítos e de acesso instantâneo, verificando-se uma erosão do tempo e do espaço reais.

Os bloggers passaram a assumir um papel de mediadores entre o público e o material noticioso, publicando comentários, vídeos e imagens em suporte digital. A quantidade de informação disponibilizada acabou por possibilitar o desenvolvimento e expansão do jornalismo amador que, reúnindo cada vez mais leitores interessados e seguidores assíduos, acabou por criar autênticas microcomunidades online, conceito explorado por Schudson na sua última obra e frisado pelo orador no decorrer da palestra.

Schudson, no entanto, não encara o amadorismo como um pólo de concorrência ao jornalismo tradicional: o professor considera que o percurso do jornal em papel não está ameaçado pela sua versão online, sendo o contributo dos bloggers fundamental para a criação de uma base de dados conjunta, que possibilite a partilha de informação.

Não esquecendo as dificuldades económico-financeiras que têm afectado os media nos últimos anos, Schudson encara o digital como uma fonte geradora de emprego para os jornalistas mais jovens e para todos os profissionais desempregados. A conjuntura criada pelo aparecimento das novas tecnologias e pela crise económica que tem vindo a afectar o mundo ocidental, forçou a necessidade de reestruturar o modelo jornalistico tradicional: à formação dos futuros jornalistas foi adicionada uma vertente comercial; os media foram repensados e reestruturados de modo a satisfazer os novos públicos, interessados em conteúdos breves, concisos e gratuítos.

O orador concluí então que nos encontramos perante o melhor modelo jornalístico de sempre e, embora reconteça que este tem contribuído para a diminuíção do número de redacções, caracteriza-o como sendo mais cooperativo, independente e adaptado ao cidadão contemporâneo.


Carlota Morais Pires
130308010 Turma 2



Arts of Mediation: The Jewish Gaze from the Screen


Entre os dias 17 e 19 de Março de 2010 ocorreu na Universidade Católica Portuguesa, Arts of Mediation. Seminário onde esteve presente Frank Stern, professor de Estudos Alemães na Ben Gurion University em Beer Sheva, Israel.


O autor de The Whitewashing of the Yellow Badge: Antisemitism and Philosemitism in PostwarGerman Studies; trouxe para o seminário o olhar judaico a partir do ecrã.


Frank Stern mostrou a história judaica no ecrã atráves de filmes, desde seus primórdios; onde pode-se ver que os judeus estão sempre relacionados a discriminação e ao anti-nazismo. Não apenas em filmes europeus e americanos, mas também brasileiros; mostrando-nos que a imagem judaica não diferia.


O autor, com esta exibição de filmes, nos quis mostrar as tentativas dos judeus de tentarem excluir do mundo a imagem que lhes foi feita, na época de Hitler; assim como a integração que há entre eles.
Júlia Carvalho 139109652
Turma I


Monday, 22 March 2010

The Premediation of Richard Grusin


Arts of Mediation” foi o título da conferência que esteve em voga nos dias 17, 18 e 19 de Março na Universidade Católica Portuguesa – Escola de Lisboa. Muitos foram os oradores de referência que discursaram ao longo destes três dias procurando transmitir e reflectir um pouco mais sobre a hodierna temática da Mediação. Logo no primeiro dia da conferência, pelas 9h45min, alunos, professores e convidados foram presenciados com o discurso do escritor de renome, professor de inglês na Wayne State University, Richard Grusin, sob o tema “Premediation, Affect and the Antecipation of Security”.
Após o seu livro anterior “Remediation: Understanding New Media”, Richard Grusin apresenta agora a obra “Premediation: Affect and Mediality After 9/11”. Richard Grusin cunha o termo “Premediation”, que segundo o mesmo, se reporta a uma extensão das preocupações teóricas do conceito de “Remediation”, tanto históricas no que concerne ao período após o 11 de Setembro, como políticas, devido à forma como esta afecta os meios digitais, em rede e individuais.
R. Grusin organizou a palestra em quatro partes distintas denominadas: premediation and security; anticipatory gestures; media theoria e premediation and politics, onde apresentou os principais fundamentos deste seu novo livro, que transmite novas ideias em relação ao seu trabalho anterior, desenvolvendo os argumentos em três conceitos-chave: premediation, medialidade e afectividade.
O seu discurso foi, para além de proferido de forma exemplar, muito bem estruturado no que concerne à exposição sobre a lógica da Premediation relacionada com a segurança, o modo de antecipação inerente à cultura social dos Media e a infiltração de práticas mundanas na Premediation.
O escritor focou várias ideias, entre as quais destaco: a ideia de mediação como uma condição da existência, uma primeira condição, segundo o autor “A mediação começa com um corpo”. Richard Grusin refere a Premediation depois do 11 de Setembro, pois foi aqui que se verificou uma mudança, uma ruptura, não só nas tecnologias, mas principalmente na segurança tão relevante para o escritor. Como referiu, hoje em dia existe uma transacção tão grande em termos de meios de transporte e de tecnologias que é fácil para um terrorista actuar. R. Grusin relatou, igualmente, que ainda se debate com a antecipação dos Media, pois para ele a antecipação e não a distracção é o que marca o mundo contemporâneo. Narra que num futuro próximo não será necessário ir ao Google maps para encontrar um determinado local, pois as próprias tecnologias ou pessoas em rede nos retiraram as nossas dúvidas mais rapidamente. Outra ideia que referiu mais que uma vez ao longo do seu discurso e, talvez por isso, a mais marcante foi a questão do olhar. “As pessoas não olham para o Mundo, não veêm o que está mesmo à sua frente” refere, “estão agarradas aos meios digitais”.
Como forma de finalizar, deixo-vos o blog de Richard Grusin onde poderão acompanhar as suas reflexões sobre a Premediation: http://premediation.blogspot.com/, e este vídeo onde R. Grusin põe à prova o seu conceito: http://www.youtube.com/watch?v=z-19k2JbcAQ&feature=player_embedded#

Ana Filipa Castilho
nº130308079 T1